sábado, 30 de abril de 2016

Perda dos Entes Queridos – Miramez.

0934/LE
A perda dos entes queridos, para os que ficam na carne, de certa forma transforma-se em dor, mais adiante, porém, pela compreensão que o Espiritismo dá, ela passa a ser alegria, por saber-se que a vida continua.
Ninguém morre; somente se deixa de ver a forma, no entanto, a essência permanece viva, mais viva do que se pensa. O que se chama morte é apenas uma força transformadora de mais vida. Já pensaste nas conseqüências, se ninguém desaparecesse por esse processo? O que seria do mundo? Não se troca de roupa sempre? Por que a alma não pode trocar suas vestes de tempos em tempos?
Para viver melhor, devemos nos acostumar com essas mudanças, que esse costume nos levará à verdadeira paz e poderás ajudar a todos aqueles que se encontram a passar por esse transe, da Terra para os planos mais elevados da vida. Todos nós já passamos várias vezes pelo transe de vestir a carne e de desvesti-la como velho trapo e devemos sempre agradecer a Deus pelas oportunidades oferecidas a nós.
O corpo é uma esponja que transforma o magnetismo inferior da mente que ainda não atingiu a harmonia desejada e canaliza para a Terra esse drástico corrosivo, que por vezes faz crescer as plantas e dar vida a outras vidas, que ainda inconscientes transitam no escuro do solo.
Nada se perde, na extensão infinita da vida. Essa consciência nos dá coragem e nos faz sentir Deus trabalhando por toda a natureza humana e divina, para que a alma cresça cada vez mais, reconhecendo a sua paternidade, e libertando-se dos caminhos tortuosos por que haveria de passar em todas as existências, pela lei da reencarnação que vigora em todos os mundos.
Se pensas que, quando um ente querido morre, o estejas perdendo, saibas que se dá o contrário: estás ganhando um amigo no plano do Espírito, e nós te pedimos de coração que faças por ele o que puderes nas suas provações, segundo o que o amor te pode inspirar, pois também deverás passar pelos mesmos caminhos do que parece morte, para ganhar mais vida e mais consciência da criação de Deus e ter Ele próprio a nascer ou se fazer mais presente dentro da tua alma.
A dor que se sofre com a perda dos entes queridos, todos passam, pobres e ricos. No entanto, os que sofrem mais são os mais ignorantes acerca da espiritualidade. Mais uma vez devemos repetir o que o Cristo disse: Conhecereis a verdade e ela vos tornará livres. Aquele que conhece o destino da alma não vai sofrer com isso e, sim, alegrar-se, por ter ela voltado para a pátria de onde veio, levando experiências e tornando a entrar em novos cursos, para voltar depois para as lutas que a Terra oferece.
Somente crescemos começando de baixo e a carne é a primeira escola, onde aprendemos o abecedário da espiritualidade maior. No mundo espiritual, nos enriquecemos de teoria, e na Terra passamos à prática do que aprendemos pelo coração.
Aos que ficaram sem os seus entes queridos, existe uma consolação que a Doutrina dos Espíritos lhes dá: a de comunicarem-se com eles, ou com outros de formas diferentes. São milhares e milhares de mensagens que descem do céu à Terra todos os dias, afirmando que não existe a morte, talando da reencarnação e da comunicação com os seus entes queridos e dos benfeitores da espiritualidade maior que, além de consolar, aparecem instruindo os encarnados acerca de tudo que precisam para viver bem. A literatura espírita vem trazer a verdade ao mundo, por ter Jesus à sua frente, inspirando Seus novos discípulos para dizerem e viverem essa verdade.
Saíram, pois, da cidade e vieram ter com Ele.  - João, 4:30.
Precisamos sair da cidade poluída das nossas preocupações e vir ter com Jesus neste encontro de maior entendimento, para aprendermos a amar, porque somente esse amor com Ele nos leva à paz de consciência. A própria sabedoria, para ser divina, deve nascer do amor.
Se amarmos a Deus em todas as coisas, esqueceremos as perdas temporárias, por ser a vida eterna e sermos todos irmãos.
Livro: Filosofia Espírita – Volume XIX
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
934. A perda dos entes que nos são caros não constitui para nós legítima causa de dor, tanto mais legítima quanto é irreparável e independente da nossa vontade?

Essa causa de dor atinge assim o rico, como o pobre: representa uma prova, ou expiação, e comum é a lei. Tendes, porém, uma consolação em poderdes comunicar-vos com os vossos amigos pelos meios que vos estão ao alcance, enquanto não dispondes de outros mais diretos e mais acessíveis aos vossos sentidos.

Dores Física e Moral / Fizika kaj Morala daloroj

239 – Entre a dor física e a dor moral, qual das duas faz vibrar mais profundamente o espírito humano?
Podemos classificar o sofrimento do espírito como a dor-realidade e o tormento físico, de qualquer natureza, como a dor-ilusão.
Em verdade, toda dor física colima o despertar da alma para os seus grandiosos deveres, seja como expressão expiatória, como conseqüência dos abusos humanos, ou como advertência da natureza material ao dono de um organismo. Mas, toda dor física é um fenômeno, enquanto que a dor moral é essência.
Daí a razão por que a primeira vem e passa, ainda que se faça acompanhar das transições de morte dos órgãos materiais, e só a dor espiritual é bastante grande e profunda para promover o luminoso trabalho do aperfeiçoamento e da redenção.
Livro: O Consolador
Emmanuel / Chico Xavier.
Fizika kaj Morala daloroj
239. – Rilate la fizika kaj morala doloroj, kiu el ili plej profunde vibrigas la homan spiriton?
– Ni povas konsideri la spiritan suferon kiel realodoloron, kaj la ĉiaspecan fizikan turmenton kiel iluziodoloron.
Vere, ĉia fizika doloro celas la vekiĝon de la animo al ĝiaj noblaj devoj, ĉu kiel kulpelpago pro la homaj ekscesoj, ĉu kiel admono de la naturo al la mastro de unu organismo.
Sed ĉia fizika doloro estas fenomeno, dum la morala doloro estas esenco. De tio la kaŭzo, kial la unua venas kaj forpasas, eĉ kiam ĝi fariĝas sekvata de la morto de la materiaj organoj, kaj nur la spirita doloro estas sufiĉe intensa kaj profunda por efektivigi la brilan laboron de perfektigo kaj elaĉeto.
Libro: La Konsolanto.
Emmanuel / Chico Xavier.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Angústia e Paz – Joanna de Ângelis

Previne-te contra a angústia.
Essa tristeza incômoda, insidiosa, contínua, arrasta-te a estado perturbador.
Essa insatisfação, injustificável, persistente, penosa, conduz-te a desequilíbrio imprevisível.
A mágoa que conservas, vitalizada pela revolta sem lógica, leva-te a desajuste insano.
Isso que te assoma em forma de melancolia, e que aceitas, empurra-te a abismo profundo.
O que remóis, propiciando-te dor e mal-estar, impele-te a estados infelizes, atormentadores.
A angústia entorpece os centros mentais do discernimento e desarticula os mecanismos nervosos, tornando-se fator de alienações.
Afeta o psiquismo, o corpo e a vida.
Emprega esforços por remover e vencer as impressões negativas e as compulsões.
Põe sol nas tuas sombras-problemas.
Exercita a mente nos pensamentos otimistas e cultiva a esperança.
Fomenta a paz, que é o antídoto da angústia.
A paz é fruto que surge no tempo próprio, após a germinação do bem no coração.
Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Franco
Livro: Alerta.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Sabe o Espírito? - Miramez.

0856/LE
A alma sabe mais ou menos que gênero de morte encerrará sua jornada na carne, porque isto foi antes escolhido, desde quando o seu destino não seja mudado pela Providência Divina.
Tudo muda conforme a lei; somente Deus e Suas leis são imutáveis.
Temos como que um livro dentro de nós, que devemos escrever e que estamos escrevendo pelas nossas vidas.
Se combinamos determinado tipo de vida a levar na Terra, somos inspirados por esse registro, para que possamos vivê-la. As lembranças que se sucedem em nossa mente vêm com mais ou menos clareza, isso de acordo com a elevação da alma.
Há Espíritos que recordam minuciosamente o tipo de vida que escolheram. Esse será mais culpado, se desviar-se dos seus objetivos. Cada ser humano tem uma missão a cumprir na face da Terra.
Pode a fatalidade ser uma verdade em uma vida, e em outra não.
Depende muito das mudanças empreendidas pela alma na sua jornada evolutiva.
Tudo muda por fora com as mutações por dentro. As religiões do mundo, as filosofias de vida surgiram na Terra como misericórdia de Deus visando às criaturas, sobre essas verdades que a Doutrina Espírita sabiamente anuncia, no entanto, esses movimentos espiritualistas se esqueceram dos Céus para viver quase somente sob a inspiração da Terra.
Mas Deus não se aborrece com isso; pelo contrário, Ele já sabia desses desvios morais no que se refere à vida espiritual e a Sua bondade e paciência esperam que todos esses movimentos passem a reclamar consertos.
Na hora certa, os benfeitores da Espiritualidade superior aproximar-se-ão desses pastores, inspirando-os a servir de exemplo para os seus rebanhos. Com o tempo, todos os movimentos espiritualistas tornarão a se fundir em um só ideal, o do bem e da verdade, para que o amor seja o clima de luz encaminhado à felicidade das almas em corrida para a consciência tranqüila.
Todo Espírito recebe a intuição divina de que caminha para a paz, que existe Deus e Jesus à sua espera. Não existe nenhum dos filhos que, dentro de si, não reconheça seu próprio Pai.
Saímos todos da Fonte Divina e trazemos dentro de nós o perfume de Deus que recende onde quer que passemos. Quanto mais a alma se encontra no primitivismo, mais as forças da natureza selvagem a dominam, mais se cumpre o fatalismo. Depois que se acende a luz nos corações das almas, elas passam a se libertar de todas as agressões externas, libertando-se e vivendo em plena luz de Deus. Vejamos o que nos fala Tiago, no capítulo um, versículo vinte: Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus.
O homem desviado das leis naturais do Senhor não pode ser livre; ele é cativo das suas próprias inferioridades. Eis ai a fatalidade das suas próprias escolhas, no entanto, o Espírito que já reconhece no amor a lei mais alta, esse é livre, na liberdade espiritual e muda os acontecimentos com as mudanças internas, que são inúmeras a todos os momentos.
Quantas pessoas que  e os fatos nos mostram  temem, por templo, o fogo. É a intuição as alertando, mas, como não despertaram para a luz do Espírito e nada fazem para descarregar o peso do seu fardo neste sentido, embora lutando para se livrarem de morrer por esse sistema, acabam sucumbindo por ele. No entanto, não existe fatalismo para todos.
Os que descarregam seu carma no processo da vida, com todo o amor que a luz requer, têm a mudança do seu destino, que se faz pela bondade do Criador e às vezes sofrem simples queimaduras, tendo sua provação aliviada pelo bem que fizeram aos outros, por caridade.
A vida é uma doação divina e quem dá recebe, essa é a lei da justiça.
Livro: Filosofia Espírita – Volume XVII
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando o livro dos Espíritos – Allan Kardec.
856. Sabe o Espírito antecipadamente de que gênero será sua morte?
Sabe que o gênero de vida que escolheu o expõe mais a morrer desta do que daquela maneira. Sabe igualmente quais a lutas que terá de sustentar para evitá-lo e que, se Deus o permitir, não sucumbirá.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Nas aflições da vida - Cairbar Schutel.

Deus Todo Poderoso, que vedes as nossas misérias, dignai-vos escutar favoravelmente os votos que vos dirigimos neste momento.
Se o nosso pedido é inconsiderado, perdoai-nos; se o julgardes justo e útil, que os bons Espíritos, executores da vossa Divina vontade, nos venham auxiliar para que esses votos sejam cumpridos.
Sejam votos de exaltação, Senhor, e que a vossa vontade seja feita; se os nossos desejos não forem atendidos, é que entra em vossos desígnios experimentar-nos, e nós nos submeteremos sem queixumes.
Fazei que se não apodere de nós o desânimo e que nem a nossa fé e resignação sejam por isso abalada.
Livro: Preces Espíritas.
Cairbar Schutel.

TERCEIRO MILÊNIO – Bezerra de Menezes.

Filhos, adentrando o Terceiro Milênio da Era Cristã, necessário que avalieis o que tendes feito, em vós mesmos, para que o Espiritismo, na causa que abraçastes, se propague sem tantos embaraços em beneficio dos homens, na Terra.
Tendes sido, no grupo espírita ao qual vos vinculastes, um fator de união entre os companheiros?
Quais os vossos verdadeiros propósitos na Doutrina?
Pretendeis tão-somente usufruir das bênçãos da fé raciocinada ante as arremetidas do medo e da insegurança, a caminho da vida de além-túmulo, ou anelais que a fonte cristalina que vos dessedenta se oferte aos lábios ressequidos de quem renteia convosco na peregrinação para os cimos?
Freqüentais a casa espírita apenas por desencargo de consciência ou já vos integrastes a alguma tarefa em que já vos seja possível sentirdes mais úteis?
Exerceis a mediunidade para o vosso deleite, no intercâmbio com os amigos do Mais Além, ou dela fazeis um instrumento cotidiano de consolo e de esclarecimento para os que vagueiam sem rumo?
Sem que o espírita, individualmente, se conscientize de sua importância na difusão das idéias libertadoras que esposou e se engaje com determinismo nas tarefas que as expressem, o Espiritismo não logrará ser a doutrina capaz de empreender a transformação que dela se espera na revivescência do Evangelho.
Que o espírita, portanto, na sintonia com as suas cogitações de ordem superior, incorpore o ideal e permita através de si a livre manifestação do Bem na exemplificação que lhe compete.
O mundo, de fato, esta repleto de teorias...
A Humanidade sente carência de quem ensine o que sabe, fazendo o que fala. Apenas os espíritos imaturos se deixam envolver pelo verbo eloquente  brilhante, mas contraditório e destituído de ações positivas.
O Cristo não arrastava as multidões tão-somente pelo que pregava.
Filhos, sede transparentes em vossa fé, e prestareis à Doutrina relevante serviço para que, no milênio em que adentrais, ela desperte o interesse de quantos ainda vivem à margem de seus postulados.
Neste sentido, convenhamos, vós que vos encontrais sobre a Terra podereis fazer por ela muito mais do que nós!
Livro: A Coragem da Fé.
Bezerra de Menezes / Carlos A. Baccelli.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Reprimir os Atos – Miramez.

0840/LE
É um dever da sociedade organizada reprimir os atos que a possam perturbar. Existem crenças que manifestam publicamente conceitos capazes de confundir e desorientar pessoas, e mesmo estimular certos vícios em alguns dos que lhes seguem as orientações.
É para tanto que a sociedade tem a força orientada para reprimir qualquer quisto que lhe venha trazer embaraços e desarmonia; no entanto, a crença íntima que os dirigentes têm, elas se conservam intactas em amadurecimento, para se transformarem naquilo que seja a vontade do Criador.
Na intimidade da alma, somente Deus pode intervir, usando a própria alma, objetivando a transformação espiritual.
É com o objetivo de manter a ordem na ação das criaturas que as nações do mundo mantêm organizações oficiais. Porém, por dentro, somente o tempo, que não deixa de ser as mãos de Deus, pode ter acesso na educação dos povos.
O dever do governo estabelecido é reprimir os atos das crenças que prejudicam a sociedade, porém, o mundo interno de cada crente é inacessível a qualquer ser, que deseja investir no seu terreno íntimo; é área reservada a ele e a Deus. É por isso que não devemos julgar os outros no seu comportamento, fazendo-o somente quando esse comportamento possa prejudicar os outros.
Mesmo assim, existem departamentos que cuidam dessas modalidades e os podem reprimir, não a intimidade, mas os atos.
Compreendamos, pois, a necessidade de tolerância entre os instrutores da humanidade para com os seus seguidores e os que não aceitam corretivos para o seu aprimoramento espiritual.
Estes, algum dia, aceitarão o Evangelho e passarão a caminhar com o Cristo no coração e descobrir Deus na consciência. Vamos buscar em Paulo, novamente, alguns traços de entendimento que possam estabelecer em nós, e para com os outros, a paz: Quem come, não despreze ao que não come; e o que não come, não julgue o que come, porque Deus o acolheu. Paulo / Romanos, 14:15.
Não temos o direito de impedir os sentimentos de quem quer que seja. A vida do próximo é dele; as suas contas, ele terá de acertar com Deus e com mais ninguém. Os compromissos assumidos são de responsabilidade d'Aquele que os fez. Os nossos irmãos têm, por vezes, compromissos de que já não precisamos mais, assim, não devemos julgá-los porque são diferentes dos nossos.
Reprimir os atos, quando estamos sendo instrumento da lei da Terra, sem violentar a intimidade, é certo, mas nunca passar disso, para que não nos aconteçam coisas piores.
A liberdade de pensar é divina, e nela não devemos nos intrometer.
Se queremos ajudar aos que se encontram na retaguarda, vivamos uma vida de nobreza, acompanhando Jesus, que essa força do bom exemplo, em silêncio faz muita coisa em favor dos que precisam de conselhos.
Deus inspira a todos a seguirem o caminho que lhes garante a paz de consciência, porque somente Ele a conhece e sabe ativá-la.
Pedimos a Deus e a Jesus que nos ajudem a compreender melhor todas as suas leis, principalmente as mais visíveis para nós.
Livro: Filosofia Espírita – Volume XVII
Miramez / João Nunes Maia.
Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
840. Será atentar contra a liberdade de consciência pôr óbices a crenças capazes de causar perturbações à sociedade?
Podem reprimir-se os atos, mas a crença íntima é inacessível.
A.K.: Reprimir os atos exteriores de uma crença, quando acarretam qualquer prejuízo a terceiros, não é atentar contra a liberdade de consciência, pois que essa repressão em nada tira à crença a liberdade, que ela conserva integral.

domingo, 24 de abril de 2016

Karakteroj de la Perfekteco / Caracteres da Perfeição

Karakteroj de la Perfekteco.
1. Amu viajn malamikojn, kaj preĝu por viaj persekutantoj; por ke vi estu filoj de via Patro, kiu estas en la ĉielo; ĉar Li levas Sian sunon sur malbonulojn kaj bonulojn, kaj sendas pluvon sur la justulojn kaj maljustulojn. – Ĉar se vi amas tiujn, kiuj amas vin, kian rekompencon vi havas? Ĉu ne tion saman faras eĉ la impostistoj? Kaj se vi salutas nur sole viajn fratojn, kion ekstran vi faras? Ĉu ne tion saman faras eĉ la nacianoj? Estu do perfektaj, kiel ankaŭ via ĉiela Patro estas perfekta. - Jesuo /Mateo, 5:44-48.
2. Ĉar Dio posedas la senliman perfektecon pri ĉio, tiu maksimo: “Estu do perfektaj, kiel ankaŭ via ĉiela Patro estas perfekta”, prenita laŭlitere, antaŭ supozus la eblecon, ke estos atingita la absoluta perfekteco. Se estus eble al la kreito esti tiel perfekta kiel la Kreinto, li fariĝus egala al Dio, kio ne estas akceptebla. Sed la homoj, al kiuj Jesuo parolis, neniel povus kompreni tian nuancon; tial li limigis sin prezenti al ili modelon kaj diri, ke ili klopodu por ĝin atingi.
Estas necese kompreni per tiuj vortoj la rilatan perfektecon, tiun, kiun la homaro povas atingi kaj kiu plej alproksimigas ĝin al Dio. En kio konsistas tia perfekteco? Jesuo klarigas: “Amu viajn malamikojn, faru bonon al tiuj, kiuj malamas vin, preĝu por viaj persekutantoj.” Per tio li montras, ke la esenco de la perfekteco estas la karito en sia plej ampleksa signifo, ĉar ĝi kuntrenas la praktikadon de ĉiuj aliaj virtoj.
Efektive, se oni observos la rezultaton de ĉiuj malvirtoj, kaj eĉ de simplaj mankoj, oni rekonos, ke ĉiu el ili pli aŭ malpli profunde difektas la senton de karito, ĉar ĉiuj originas de la egoismo kaj fiero, kiuj estas negacio de la karito; ĉio, efektive, kio troekscitas la senton de la personeco , detruas aŭ almenaŭ tute certe malfortigas la elementojn de la vera karito, kiuj estas: bonvolemo, indulgemo, abnegacio kaj sinoferado. Ampleksante la amon al malamikoj kaj ne povante aliĝi al iu malvirto kontraŭa al la karito, la amo al la proksimulo estas ĉiam signo de pli aŭ malpli granda morala supereco; el tio rezultas, ke la grado de la perfekteco estas proporcia al la vasteco de tiu amo; tial Jesuo, doninte al siaj disĉiploj la plej superbelajn regulojn de la karito, diras al ili: “Estu do perfektaj, kiel via ĉiela Patro estas perfekta.”
Libro: La Evangelio Laŭ Spiritismo – Allan Kardec, ĉap. XVII.
Caracteres da Perfeição
1. Mas eu vos digo: Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos tem ódio, e orai pelos que vos perseguem e caluniam. Para serdes filhos de vosso Pai que está nos céus; o qual faz nascer o seu sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos. Por que se vós não amais senão os que vos amam, que recompensas haveis de ter? Não fazem os publicanos também o mesmo? E se vós saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis nisso de especial? Não fazem também assim os gentios? Sede vós logo perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito. (Mateus, V: 44-48).
2. Desde que Deus possui a perfeição infinita em todas as coisas, esta máxima: "Sede perfeitos, como vosso Pai celestial é perfeito", tomada ao pé da letra, faria supor a possibilidade de atingirmos a perfeição absoluta. Se fosse dado à criatura ser tão perfeita quanto o seu próprio Criador, ela o igualaria, o que é inadmissível. Mas os homens aos quais Jesus se dirigia não teriam compreendido essa questão. Ele se limitou, portanto, a lhes apresentar um modelo e dizer que se esforçassem para atingi-lo.
Devemos, pois, entender, por essas palavras, a perfeição relativa de que a humanidade é suscetível, e que mais pode aproximá-la da Divindade. Mas em que consiste essa perfeição? Jesus mesmo o disse "Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos têm ódio, e orai pelos que vos perseguem e caluniam". Com isso, mostra que a essência da perfeição é a caridade, na sua mais ampla acepção, porque ela implica a prática de todas as outras virtudes.
Com efeito, se observarmos o resultado de todos os vícios, e mesmo dos simples defeitos, reconheceremos que não há nenhum que não altere mais ou menos o sentimento de caridade, porque todos nascem do egoísmo e do orgulho, que são a sua negação. Porque tudo o que excita exageradamente o sentimento da personalidade destrói ou quando nada, enfraquece os princípios da verdadeira caridade, que são: a benevolência, a indulgência, o sacrifício e o devotamento. O amor do próximo, estendido até o amor dos inimigos, não podendo aliar-se com nenhum defeito contrário à caridade, é sempre, por isso mesmo, o indício de uma superioridade moral maior ou menor. Do que resulta que o grau de perfeição está na razão direta da extensão do amor ao próximo. Eis porque Jesus, depois de haver dado a seus discípulos as regras da caridade, no que ela tem de mais sublime, lhes disse: "Sede logo perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito".
Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec, cap. XVII.

sábado, 23 de abril de 2016

Músicas Instrumentais



Ami al la proksimulo / Amar ao próximo.

344. – Ĉu la “amo al la proksimulo” devas esti observata eĉ ĝis submetiĝo, malrespekto kaj kruelaĵoj fare de homoj malpli instruitaj pri la evangeliaj lecionoj, tiel ke la ofendito ilin humile toleru, sen la rajto ilin klarigi rilate al iliaj eraroj?
– La amo al la proksimulo entenas la fratan klarigon, ĉiam, kiam ĝi montriĝas utila kaj necesa. La pasiva submetiĝo al malrespekto aŭ la krudeco povas plilongigi la procedojn de la forto kaj agresemo; sed, ricevante iliajn manifestiĝojn, la kredanto sciu polvigi ilin per maksimumo da sereneco kaj saĝo, por ke ili estu ekstermitaj ĉe sia origino mem, sen povo de renoviĝo.
Klarigi ankaŭ estas ami.
La tuta afero kuŝas en tio, ke ni bone sciu ekspliki, sen montro de malutilaj personaj esprimoj, eĉ per la plej granda kontribuo de energio, por ke la eraro aŭ la devio de la bono ne superstaru.
Rilate al la procedoj de klarigado, tiuj ĉi nepre malhavu, ĉe ĉiuj ajn tempo kaj situacio, la helpon de la fizika forto, kaj estas juste, ke ili elmontru la nuancojn de energio, postulatajn de la cirkonstancoj, tiamaniere variajn, laŭ la okazaĵoj kaj la neŝanĝebla bazo de la ĝenerala bono.
Libro: La Konsolanto – Emmanuel / Chico Xavier.
344 - O “amar ao próximo” deve ser levado até mesmo à sujeição, às ousadias e brutalidades das criaturas menos educadas na lição evangélica, sendo que o ofendido deve tolerá-lo humildemente, sem o direito de esclarecê-las, relativamente aos seus erros?
- O amor ao próximo inclui o esclarecimento fraterno, a todo tempo em que se faça útil e necessário. A sujeição passiva ao atrevimento ou à grosseria pode dilatar os processos da força e da agressividade; mas, ao receber as suas manifestações, saiba o crente pulverizá-las com o máximo de serenidade e bom senso, a fim de que sejam exterminada em sua fonte de origem, sem possibilidades de renovação.
Esclarecer é também amar.
Toda a questão reside em bem sabermos explicar, sem expressões de personalismo prejudicial, ainda que com a maior contribuição de energia, para que o erro ou o desvio do bem não prevaleça.
Quanto aos processos de esclarecimentos, devem eles dispensar, em qualquer tempo e situação, o concurso da força física, sendo justo que demonstrem as nuanças de energia, requeridas pelas circunstâncias, variando, desse modo, de conformidade com os acontecimentos e com fundamento invariável no bem geral.
Livro: O Consolador – Emmanuel / Chico Xavier.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Otimismo - Emmanuel

Não percas o otimismo.
O trabalho é uma benção.
Age construindo.
Quem serve aos outros, semeia paz e alegria para si mesmo.
Se erraste, recomeça a empreitada da ação na qual te comprometeste.
Não creias em vitórias do Bem, sem árduos problemas a resolver.
Convence-te de que a dor é sempre renovação para o Bem.
Evita os assuntos infelizes.
Fala, auxiliando em favor da tranqüilidade e da elevação.
Aprende simplicidade, para que não te vergues ao peso de bagagens inúteis.
Não fujas à luta que a vida te propõe, na intimidade de ti mesmo e, atendendo ao trabalho do dia-a-dia, a fim de supera-la, conserva a certeza de que é pelas tuas próprias prestações de serviço ao bem comum que a bênção da vitória de marcará.
Em nossa condição evolutiva, ainda não sabemos medir a resistência, uns dos outros.
Em razão disso, guardemos a nossa dor ou a emenda que é positivamente nossa e exportemos alegria e esperança onde estivermos.
Emmanuel / Chico Xavier.
Livro: Caminho Iluminado.

Decálogo da Vontade – Marco Prisco.

"Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito". - Allan Kardec - E.S.E., Cap. IX, ltem 10.
Poupe-me à tentação, antes que me fortaleça, e eu o salvarei dos vícios futuros. Ainda sou muito jovem no equilíbrio.
Conduza-me ao dever e eu o ajudarei no caminho evolutivo. Necessito de um serviço nobre para manter-me.
Inspire-me a caridade e eu enflorescerei as avenidas de sua alma. Tenho sede de crescimento.
Impila-me ao trabalho e eu expulsarei de seu lar interior a preguiça destruidora. É imprescindível que ocupe minhas horas.
Ajude-me na resistência, oferecendo-me a oração, e eu deixarei asseada sua casa mental. Requeiro imediato auxílio para não desfalecer.
Exercite-me na inspiração do bem e eu o coroarei de luz. Tenho sido servidora da indolência e preciso de renovação.
Procure conhecer-me com mais atenção e o farei feliz. Sou velha amiga que a indiferença venceu.
Conceda-me nova oportunidade, quando eu tombar, e lhe darei força desconhecida. Lembre-se de que sou vulnerável à reincidência.
Evite-me os embates muito rudes, no momento, e vencerei para a sua paz todas as forças negativas que trabalham contra você. Necessito de tempo para fortalecer-me.
Tenha paciência comigo e, juntos, chegaremos à felicidade plena. Nasci com você e nunca nos separaremos. Ajude-me e o farei livre.
Marco Prisco / Divaldo Franco.
Livro: Glossário Espírita-Cristão.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Cartões -84









VIDA ÍNTIMA - Cornélio Pires


Nossos próprios sentimentos
Agindo em luta sem voz,
Igualam-se a tempestade
Rugindo dentro de nós.

Livro: Trovas do Coração.
Cornélio Pires / Chico Xavier.

LIBERDADE - Cornélio Pires


Virtude alta e sublime
Ninguém quer viver sem ela:
É a liberdade, no entanto,
Que exige muita cautela.

Livro: Trovas da Vida.
Cornélio Pires / Chico Xavier.

terça-feira, 19 de abril de 2016

QUEM AMA – Emmanuel


"Quem ama, onde estiver,
Serve sem perguntar.

Trabalha o quanto pode
Na construção do bem.


Encontra, em qualquer parte,
Companheiros e irmãos.

Não se isola, convive.
Não reprova, perdoa.

Aprende a se omitir,
Dando valor aos outros.

Quem ama reina sempre,
Porque reina com Deus."

Livro: Sinais de Rumo.
Espíritos Diversos / Chico Xavier.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

domingo, 17 de abril de 2016

Limoj de l’ Enkarniĝo / Limites da Encarnação

Limoj de l’ Enkarniĝo
24. Kiuj estas la limoj de l’ enkarniĝo?
Por precize paroli, la enkarniĝo ne havas klare difinitajn limojn, se oni konsideras nur la envolvaĵon, kiu konsistigas la korpon de la Spirito, ĉar la materieco de tiu envolvaĵo maldensiĝas, laŭmezure kiel la Spirito puriĝas. En iuj mondoj, pli progresintaj ol la tero, ĝi estas malpli densa, malpli peza kaj pli delikata, kaj sekve elmetita al malpli da ŝanĝoj; en pli alta grado ĝi estas travidebla kaj preskaŭ fluideca; grado post grado ĝi maldensiĝas kaj fine konfuziĝas kun la perispirito. Laŭ la mondo, kien la Spirito estas vokata vivadi, li prenas envolvaĵon taŭgan pro la naturo de tiu mondo.
La perispirito mem ricevas sinsekvajn transformiĝojn;  ĝi fariĝas pli kaj pli etereca ĝis plena puriĝo ĉe perfektaj Spiritoj. Se specialaj mondoj estas difinitaj, kiel stacioj, por tre progresintaj Spiritoj, ĉi tiuj ne estas alligitaj tie, kiel en la malsuperaj mondoj; ilia stato de libereco permesas al ili translokiĝon ĉien, kien vokas ilin la misioj al ili konfiditaj.
Se oni konsideras la enkarniĝon el la materia vidpunkto, tiel kiel ĝi efektiviĝas sur la tero, oni povas diri, ke ĝi estas limigita en la malsuperaj mondoj; dependas do de la Spirito liberiĝi pli aŭ malpli rapide de tiuj malsuperaj mondoj, laborante por sia puriĝo.
Oni devas ankaŭ konsideri, ke en la vaganteco, tio estas, en la intertempo inter du enkorpaj ekzistadoj, la situacio de la Spirito rilatas kun la naturo de la mondo, ĉe kiu lin tenas lia grado da progreso. En la vaganteco li estas do pli aŭ malpli feliĉa, libera kaj komprenpova, laŭ sia pli aŭ malpli granda senmateriiĝo. - Sankta Ludoviko. Parizo, 1859.
Libro: La Evangelio Laŭ Spiritismo – Allan Kardec, ĉap. IV.
Limites da Encarnação - São Luís - Paris, 1859
24. Quais são os limites da encarnação?
A encarnação não tem, propriamente falando, limites nitidamente traçados, se por isto se entende o envoltório que constitui o corpo do Espírito, pois a materialidade desse envoltório diminui à medida que o Espírito se purifica. Em certos mundos, mais avançados que a Terra, ele já se apresenta menos compacto, menos pesado e menos grosseiro, e conseqüentemente menos sujeito a vicissitudes. Num grau mais elevado, desmaterializa-se e acaba por se confundir com o perispírito. De acordo com o mundo a que o Espírito é chamado a viver, ele se reveste do envoltório apropriado à natureza desse mundo.
O perispírito mesmo sofre transformações sucessivas. Eteriza-se mais e mais, até a purificação completa, que constitui a natureza dos Espíritos puros. Se mundos especiais estão destinados, como estações, aos Espíritos mais avançados, estes não ficam sujeitos a eles, como nos mundos inferiores; o estado de libertação que já atingiram permite-lhes viajar para toda parte, onde quer que sejam chamados pelas missões que lhes foram confiadas.
Se considerarmos a encarnação do ponto de vista material, tal como a vemos na Terra, podemos dizer que ela se limita aos mundos inferiores. Depende do Espírito, portanto, libertar-se mais ou menos rapidamente da encarnação, trabalhando pela sua purificação.
Temos ainda a considerar que, no estado de erraticidade, ou seja, no intervalo das existências corporais, a situação do Espírito está em relação com a natureza do mundo a que o liga o seu grau de adiantamento. Assim, na erraticidade, ele é mais ou menos feliz, livre e esclarecido, segundo for mais ou menos desmaterializado.
Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec, Cap. IV.

Humileco / Humildade.

314. – Kia estas la plej granda leciono, kiun la Homaro ricevis de la Majstro, kiam Li lavis la piedojn de siaj disĉiploj?
– Tion farante, la Dia Majstro volis atesti al la homoj la subliman lecionon de humileco, ankoraŭfoje montrante, ke, en la kristana kolektivo, la plej granda por Dio ĉiam estas tiu, kiu fariĝas la plej malgranda el ĉiuj.
Libro: La Konsolanto – Emmanuel / Chico Xavier.
314 – Qual a maior lição que a Humanidade recebeu do Mestre, ao lavrar ele os pés dos seus discípulos?
Entregando-se a esse ato, queria o Divino Mestre testemunhar para ás criaturas humanas a suprema lição da humildade, demonstrando, ainda uma vez, que, na coletividade cristã, o maior para Deus seria sempre aquele que se fizesse o menor de todos.
Livro: O Consolador – Emmanuel / Chico Xavier.

sábado, 16 de abril de 2016

Reviviĝo de la karno / Ressurreição da Carne.

Reviviĝo de la karno
1010. Ĉu la dogmo de reviviĝo de la karno estas la konfirmo de tiu de reenkarniĝo, instruata de la Spiritoj?
“Kiel vi volus, ke estu alie? Okazas al tiuj vortoj tio sama, kiel al aliaj, kiuj ŝajnas malsaĝaj en la okuloj de iuj personoj nur pro tio, ĉar ili estas prenataj laŭlitere, kaj pro tiu motivo ili kondukas al nekredemo; sed donu al ili pli logikan interpreton, kaj la homoj, kiujn vi nomas liberpensuloj, ilin senpene akceptos, ĉar ja tiuj estas meditemaj homoj; efektive, pri tio ne eraru, tiuj liberpensuloj volas nenion alian ol kredi; kiel la ceteraj, aŭ eble pli, ili soifas ian estontecon, sed ili ne povas akcepti ion kontraŭan al la instruoj de la scienco.
La doktrino pri la plureco de l’ ekzistadoj estas konforma al la justeco de Dio; nur ĝi povas klarigi tion, kio sen ĝi estas neklarigebla; kiel vi volus, ke tiu principo ne troviĝu en la religio mem?”
1010-a. - Ĉu la eklezio mem, per la dogmo de reviviĝo de la karno, instruas do la doktrinon pri reenkarniĝado?
“Evidente; tiu doktrino estas cetere rezultato de multaj aferoj, kiuj estas nerimarkitaj kaj kiuj estos post nelonge komprenataj laŭ ĉi tiu senco; oni baldaŭ konfesos, ke Spiritismo elstaras, sur ĉiu paŝo, el la teksto mem de la Sanktaj Skriboj. La Spiritoj ne venas do renversi la religion, kiel kelkaj pensas; ili, kontraŭe, ĝin konfirmas, ĝin sankcias per nerefuteblaj pruvoj; sed, ĉar venis la tempo ne plu uzi figuran parolon, tial ili esprimas sin sen iaj alegorioj kaj havigas al la aferoj tiel klaran kaj precizan signifon, ke ĉi tiu ne riskas falsan interpreton. Jen, kial estos baldaŭ pli da religiaj kaj kredantaj personoj, ol hodiaŭ.” - Sankta Ludoviko.
La scienco pruvas, efektive, la neeblon de la reviviĝo de la karno laŭ la vulgara ideo. Se la restaĵoj de la homa korpo restus homogenaj, kvankam disaj kaj pulvoriĝintaj, oni konceptus ilian rekuniĝon post difinita tempo; sed tiel ne okazas. La korpo konsistas el pluraj elementoj, nome oksigeno, hidrogeno, nitrogeno, karbono k.a.; ĉe la putrado de la korpo, tiuj elementoj disiĝas kaj estas utiligataj por la formado de novaj korpoj; tiel, unu sama molekulo de karbono, ekzemple, estos parto de multaj miloj da malsamaj korpoj (ni parolas nur pri la homaj korpoj, ne enkalkulante ĉiujn bestajn); iu individuo eble havas en sia korpo molekulojn, apartenintajn al pratempaj homoj; tiuj samaj organaj molekuloj, kiujn vi sorbas en via nutrado, eble venas el la korpo de iu individuo, kiun vi konis, kaj tiel plu. Ĉar la materio ekzistas en limigita kvanto, kaj ĉar ties transformiĝoj estas nelimigitaj, kiel do ĉiu el tiuj korpoj povus refariĝi per samaj elementoj? Tio estas materie neebla. Oni ne povas do laŭracie akcepti la reviviĝon de la karno alie, ol kiel figuron, kiu simbolas la reenkarniĝon; se estas tiel, ĝi havas nenion, kio ofendus la racion aŭ kontraŭus la asertojn de la scienco.
Estas vero, ke, laŭ la dogmo, tiu reviviĝo okazos nur ĉe la fino de l’ tempoj, kaj, laŭ la spiritisma doktrino, ĝi okazas ĉiutage; sed, ĉu sur tiu bildo de l’ lasta juĝo ne estas ankaŭ granda, bela figuro, kuŝanta, sub la alegoriovualo, unu el tiuj senŝanĝaj veraĵoj, nome tiun, laŭ kiu ne plu ekzistos skeptikuloj, kiam ĝi ricevos sian ĝustan signifon? Oni bonvolu mediti pri la spiritisma teorio, rilata al la estonteco de la animoj kaj al ties sorto post la provoj, kiujn ili spertas: oni konstatos, ke, escepte de la samtempeco, la juĝo, ilin kondamnanta aŭ senkulpiganta, ne estas ia fikcio, kiel pensas la nekredemuloj. Ni ankoraŭ rimarkigu, ke ĝi estas la konsekvenco de l’ plureco de la loĝataj mondoj, aserto hodiaŭ sendiskute akceptata, dum, laŭ la doktrino pri la mondfina juĝo, la Tero estas supozata la sola loĝata mondo.
         Libro: La Libro de la Spiritoj – Allan Kardec.
Ressurreição da Carne
1010. O dogma da ressurreição da carne é a consagração da reencarnação ensinada pelos Espíritos?
— Como quereis que seja de outro modo? Dá-se com essa expressão o que se dá com tantas outras que só parecem desarrazoadas aos olhos de certas pessoas que as tomam ao pé da letra e por isso são levadas à incredulidade. Dai-lhe, porém, uma interpretação lógica, e esses a que chamais livres-pensadores a admitirão sem dificuldade, precisamente porque raciocinam. Não vos enganeis, esses livres-pensadores nada mais procuram do que crer; eles têm, como os outros, mais talvez do que os outros, ansiedade pelo futuro, mas não podem admitir o que é absurdo para a ciência. A doutrina da pluralidade das existências se conforma à justiça de Deus; somente ela pode explicar o que sem ela é inexplicável. Como quereríeis que esse princípio não estivesse na religião?
1010-a. Então a Igreja, pelo dogma da ressurreição da carne, ensina a doutrina da reencarnação?
- Isso é evidente. Essa doutrina é a conseqüência de muitas coisas que passaram despercebidas e que não se tardará a compreender nesse sentido; dentro em pouco se reconhecerá que o Espiritismo ressalta a cada passo do próprio texto das Escrituras Sagradas. Os Espíritos não vêm, portanto, subverter a religião, como pretendem alguns, mas pelo contrário vêm confirmá-la, sancioná-la através de provas irrecusáveis. E como é chegado o tempo de substituir a linguagem figurada, falam sem alegorias, dando às coisas um sentido claro e preciso que não possa ser objeto de nenhuma falsa interpretação. Eis porque, dentro de algum tempo tereis mais pessoas sinceramente religiosas e crentes do que as tendes hoje. - São Luís.
A Ciência demonstra a impossibilidade da ressurreição segundo a idéia vulgar. Se os despojos do corpo humano permanecessem homogêneos, embora dispersados e reduzidos a pó, ainda se conceberia a sua reunião em determinado tempo; mas as coisas não se passam assim. O corpo é formado por elementos diversos: oxigênio, hidrogênio, azoto, carbono, etc. Pela decomposição esses elementos se dispersam, mas vão servir à formação de novos corpos, e isso de tal maneira que a mesma molécula, por exemplo, de carbono, entrará na composição de muitos milhares de corpos diferentes (não falamos senão dos corpos humanos, sem contar os dos animais). Dessa maneira um indivíduo pode ter em seu corpo moléculas que pertenceram aos homens dos primeiros tempos. E essas mesmas moléculas orgânicas que absorveis dos vossos alimentos provêm talvez do corpo de um indivíduo que conhecestes, e assim por diante. Sendo a matéria de quantidade definida e suas transformações em número indefinido, como poderia cada um desses corpos reconstituir-se com seus mesmos elementos? Há nisso uma impossibilidade material. Não se pode portanto racionalmente admitir a ressurreição da carne, senão como uma figura simbolizando o fenômeno da reencarnação. E então nada há que choque a razão, nada que esteja em contradição com os dados da Ciência.
É verdade que segundo o dogma essa ressurreição não deve ocorrer senão no fim dos tempos, enquanto segundo a doutrina espírita ocorre todos os dias. Mas não há também nesse quadro do julgamento final uma grande e bela figura que oculta, sob o véu da alegoria, uma dessas verdades imutáveis que os céticos não rejeitarão quando forem conduzidas à verdadeira significação? Que se medite bem a teoria espírita sobre o futuro das almas e sobre a sua sorte, em conseqüência das diferentes provas que devem sofrer, e se verá que, com exceção da simultaneidade, o julgamento em que são condenadas ou absolvidas não é uma ficção como pensam os incrédulos. Consideremos ainda que ela é a conseqüência natural da pluralidade dos mundos, hoje perfeitamente admitida, enquanto, segundo a doutrina do julgamento final, a Terra é considerada como o único mundo habitado. (1)
(1) A pluralidade dos mundos habitados era admitida como possibilidade no tempo de Kardec, como o é hoje, embora a Ciência não a admita como verdade comprovada. Flammarion publicou uma grande obra a respeito, traduzida para o português: A pluralidade dos mundos habitados, e no prefácio de O desconhecido e os problemas psíquicos declara com a sua autoridade de astrônomo: "A imortalidade através das esferas siderais parece-me o complemento lógico da astronomia". (N. do T.)
Livro: O Livro dos Espíritos - Allan Kardec.

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